Blog do Professor Hulk
Google - Tecnologia
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
quarta-feira, 18 de agosto de 2021
Exemplo de cálculo pelo método dos lumens
Exemplo de cálculo pelo método dos lumens
Desejamos iluminar uma marcenaria de 10,50 × 42 metros, pé-direito 4,60 m. A marcenaria destina-se ao polimento e pintura de móveis, operação esta realizada em mesas de 1,0 m. Desejamos usar lâmpadas fluorescentes em luminárias industriais, com 4 lâmpadas de 32 watts — 127 volts cada. Dessa forma, calcule o número e a disposição dessas luminárias.
RESOLUÇÃO:
Para resolver este exercício basta apenas seguirmos o passo a passo dado pelo método dos lumens, que é o seguinte:
Passo 1: Seleção da iluminância mantida
Tomando por base a informação sobre o ambiente de trabalho e a tabela abaixo, a iluminância mantida (Em), neste caso, é de 750 lux.
Tabela 1 – Nível de iluminância mantida para algumas atividades
Passo 2: Escolha das luminárias e lâmpadas
A partir do catálogo abaixo, a luminária escolhida foi: industrial, com 4 lâmpadas de 32 watts (TMS 500 c/RA 500 – K).
Tabela 2 – Catálogo da Philips
Passo 3: Determinação do índice do local
Sabemos que a altura da superfície de trabalho é 1m e que o pé direito é 4,6m, então podemos admitir que a luminária será montada a 0,80m do teto, logo a altura de montagem da luminária será:
hm=4,60−1,00−0,80=2,80m
Sendo assim, o índice do local é dado por:
k=hm(c+l)c.l
k=2,80(10,50+42)10,50.42
k=3
Passo 4: Determinação da refletância
Como trata-se de uma marcenaria, podemos considerar o teto branco e as paredes e o pisos escuros.
Tabela 3 – Índice de reflexão típica
7: teto de superfície branca
3: parede de superfície média
1: piso de superfície escura
Logo, a refletância do ambiente será 731.
Passo 5: Determinação do coeficiente de utilização
Como já determinamos o índice do local e a refletância, o fator de utilização é facilmente localizado pela tabela abaixo.
Tabela 4 – Coeficientes de utilização
Coeficiente de utilização: 0,78.
Passo 6: Determinação do fator de manutenção de referência
Consideraremos a carga de poluição ambiente normal e luminárias com pequena tendência de coleta de poeira.
Tabela 5 – Exemplos de fatores de manutenção para sistemas de iluminação de interiores com lâmpadas fluorescentes
Passo 7: Cálculo do fluxo luminosos total
Após seguirmos todos os passos anteriores, estamos aptos a calcular o fluxo luminoso total pela expressão a seguir:
Φ=u.dS.Em
Φ=0,78⋅0,67(10,5⋅42)⋅750
Φ=632893lumens
Passo 8: Espaçamento entre luminárias
Pela tabela abaixo, considerando iluminação semidireta, o espaçamento máximo entras as luminárias, em relação à distância da luminária ao piso teto, será:
emaˊx=0,9.hm
emaˊx=0,9.3,8≅3,42m
Tabela 6- Espaçamento máximo entre luminárias
Passo 9: Quantidade e disposição das luminárias
Sabemos que as lâmpadas utilizadas serão de 32 W, dessa forma o fluxo luminoso de cada uma será de 2 950 lumens, conforme a tabela abaixo.
Tabela 7- Valores típicos de fluxo luminoso de lâmpadas
Dessa forma, o fluxo por luminária será de: φ = 4.2950 = 11800 lumens.
De posse dessa informação, podemos calcular o número de luminárias necessárias por:
n=Φ/φ
n=632893/11800=53,63
n=54luminaˊrias
Conhecido o número total de luminárias necessárias, basta agora distribuí-las uniformemente no ambiente, de acordo com a regra abaixo.

A disposição resultante para a marcenaria foi a seguinte, com 14 fileiras de 4, totalizando 56 luminárias.

Exemplo de cálculo pelo método do ponto a ponto
Em um escritório responsável por arquivamento e cópia, calcular o iluminamento em um ponto P, na horizontal, iluminado por quatro fontes A, B, C e D, com as seguintes distâncias d da vertical que passa pelas fontes ao ponto P, conforme imagem abaixo. As luminárias são de vapor de mercúrio, de 400 W, com fluxo inicial de 20 500 lumens.

RESOLUÇÃO:
Passo 1: Cálculo da distância d4
Primeiramente, devemos calcular a distância d4 (cateto oposto do ângulo θ4), conforme abaixo:
d4=d22+d32
d4=32+22=3,6m
Passo 2: Cálculo dos ângulos θ e dos cos³θ
Para calcular os ângulos, faremos uso da trigonometria pela da seguinte expressão:
θ=arctg(catetoadjacentecatetooposto)
θ1=0,poisAestaˊimediatamenteacimadeP
θ2=arctg(63)=26,56°
θ3=arctg(62)=18,43°
θ4=arctg(63,6)=30,96°
Portanto:
θ1=0°⇒cos³(θ1)=1,00
θ2=26,56°⇒cos³(θ2)=0,72
θ3=18,43°⇒cos³(θ3)=0,85
θ4=30,96°⇒cos³(θ4)=0,63
Passo 3: Cálculo da intensidade luminosa na direção de cada ponto
Para o cálculo da intensidade luminosa podemos fazer uso da curva de intensidade (imagem abaixo) para a luminária em questão, usando os valores dos ângulos calculados no passo 2.
Vale ressaltar que a curva fornece a intensidade luminosa para 1 000 lumens, porém a luminária em questão possui fluxo de 20 500 lumens, ou seja, 20,5 vezes mais. Desse modo, o resultado obtido pela interseção das linhas radiais com a cruva do diagrama deverá ser multiplicado por 20,5, conforme abaixo:

I(θ1)=208.20,5=4264cd
I(θ2)=200.20,5=4100cd
I(θ3)=205.20,5=4202cd
I(θ4)=196.20,5=4018cd
Passo 4: Cálculo do iluminamento fornecido por cada ponto
Sabemos que o iluminamento no ponto P, no plano horizontal, é dado por:
Eph=h2I(θ)cos3θ
Como supomos as luminárias situadas a 6 m de altura em relação ao piso, então:
Eph1=6242641=118,4lx
Eph2=6241000,72=82,0lx
Eph3=6242020,85=99,2lx
Eph2=6240180,63=70,3lx
Eph,total=118,4+82,0+99,2+70,3
Eph,total=369,9lx
Agora, observe a tabela a baixo:
Tabela 8 – Nível de iluminância mantida para algumas atividades

Conforme a tabela, é possível verificarmos que o nível de iluminamento fornecido pelos pontos de luz é suficiente para atender às necessidades do escritório no ponto P.
Fonte:
CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
.
Engenheira Civil pela Universidade Federal do Piauí, engenheira de obra, perita judicial e pós-graduanda em Avaliação, Auditoria e Perícias de Engenharia.







